sábado, 22 de dezembro de 2012

Fim do Mundo III - Conclusão

Cá estamos ainda! Ou será que apenas fomos recolocados neste nova Terra, reconstruída para reiniciar no ponto onde parou? Não saberíamos dizer, pelo jeito... (hehe)

Bom, a gente pode fazer de conta que sim. E tentar encontrar a resposta pergunta para a vida, o universo e tudo mais e então viver como se a vida, o universo e tudo mais fossem realmente importantes e plenos de significado. E merecedores da nossa admiração.

E aí pudéssemos sentir mais gratidão pelo mundo em que nascemos e respeito por seus habitantes, humanos e não humanos.

E então tudo seria diferente, pra melhor.











(fonte imagem: google images)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fim do Mundo II - Aguardando...

OK. São 22h34 e até agora, nada!

Talvez o Apocalipse Maia seja silencioso, discreto, ao contrário da maioria dos apocalipses com os quais estamos familiarizados.

Hmm...

Talvez já tenha acontecido e estejamos todos em uma realidade paralela, imaginando que estamos na Terra, antes do apocalipse, esperando pelo apocalipse.

Talvez seja o horário de verão confundindo um pouco as configurações... ou talvez seja apenas no último minuto!

Ou quem sabe talvez...

O Guia do Mochileiro das Galáxias


Fim do Mundo - Don't Panic!

Fim do mundo? Ótimo! Tomara mesmo que acabe este abominável mundo velho! E que venha um novo, cheio de todos os sonhos e aspirações acalentados pela humanidade!

OK, eu sei que cada um tem uma idéia diferente do que seria o tal "mundo melhor" e é aí que a confusão sempre começa. O que eu mudaria? Ao contrário do Arthur Dent, eu acho que mudaria muita coisa, mas o mundo, não sendo apenas meu, acabaria sempre tendo algo que não me agrada, eu acho. Como também sei que muitos não gostariam das minhas mudanças.

No meu mundo haveria menos armas, mais ferramentas; menos sexo, mais amor; menos cri-cri, mais soluções. Certamente mais paz, paz, paz, paz! E como eu já sei que haveria dificuldades na convivência de visões muito opostas do "mundo melhor", também acrescentaria mais respeito, ética e honestidade porque, sem isso, fica bem difícil...

O Guia do Mochileiro das Galáxias, por Douglas Adams





 Adeus e obrigado por todo o peixe
Pena que tenha chegado a este ponto
Tentamos avisar, mas...

Vocês podem não compartilhar nosso intelecto 
 O que pode explicar o seu desrespeito 
 Por todas as maravilhas naturais que
crescem ao seu redor

Adeus, e obrigado por todo o peixe!

O mundo está perto da destruição
Não adianta ficar aborrecido
Relaxe e deixe o planeta se dissolver (ao seu redor)

Apesar das frotas pesqueiras de atum
Achamos que a maioria de vocês era legal
Especialmente as crianças e as mulheres grávidas

Adeus adeus adeus adeus ...
Adeus, e obrigado por todo o peixe!

Se eu tivesse um último desejo
Gostaria de um peixe saboroso
Se pudesse mudar apenas um coisa
Teríamos todos pulmões pra cantar

Venham todos!
Homens e mamíferos
Lado a lado na grande piscina genética da vida

Adeus adeus adeus adeus ...
Adeus, e obrigado por todo o peixe!


(fonte imagem: www.fanart.tv)
(tradução: Flávia Furquim)

domingo, 25 de novembro de 2012

Cão Ligeiramente Confuso

Entre vídeos de animais engraçados, este aqui está ótimo!



 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Animais Falantes

O vídeo abaixo pertence à série da BBC "Walk on the Wild Side". São cenas da vida selvagem dubladas por comediantes, num estilo que lembra o humor do grupo "Monty Python, que eu encontrei postado no blog "O Único Planeta Que Temos" . É muito divertido!!



terça-feira, 22 de março de 2011

Memórias de uma fã


Em 1983, aos 16 anos, estava completamente apaixonada por Jornada nas Estrelas e pelo capitão Kirk. Naqueles tempos pré-Internet, ser nerd não era nada fácil! Uma foto 3x4 em preto e branco do seu artista favorito podia ser um tesouro difícil de encontrar. Grupos de fãs se formavam com o objetivo às vezes único de trocar fotos e reportagens.

Pouco tempo depois de nos mudarmos para Porto Alegre, eu e a Fer, minha irmã, já havíamos descoberto quais eram as melhores bancas de revistas, as que tinham revistas estrangeiras com as preciosas fotos que colecionávamos. Mas foi na revista Cláudia mesmo, na coluna de biografias de artistas, que encontramos a mais preciosa de todas as informações daquele tempo: o endereço do fã-clube do William Shatner! E, claro, logo nos mobilizamos pra escrever pra ele.

As perguntas que selecionamos com cuidado foram: quais a cor e música preferidas, quais os hobbies, próximos trabalhos, esse tipo de informação extremamente importante e pertinente que todo fã precisa desesperadamente saber sobre seu ídolo. Ao menos em 1983.

Meu pai ajudou a traduzir para o inglês. Escrevemos em papel de seda, pra não pesar no envelope. Mandamos. E cruzamos os dedos pra receber a resposta. E recebemos!!! Um dia, ao abrirmos a caixa do correio, encontramos um enorme envelope com carimbo dos EUA. Torturamos os vizinhos com nossos gritos de alegria. Mas o melhor ainda estava por vir...

O fã-clube respondeu todas as perguntas, enviou foto autografada, currículo com todos os filmes e a lista de episódios de Jornada com as datas originais de exibição na década de 60 que eu havia pedido. Enviou também material pra ficarmos sócias do fã-clube e recebermos uma newsletter mensal com todas as informações atualizadas sobre o Bill e seu trabalho atual, que era a série policial T. J. Hooker. O preço, em dólares, era até razoável, e minha mãe, após verificar a cotação da moeda americana no jornal, concordou em pagar pra gente. Isto estava começando a ficar incrível!

Como mandar o pagamento? Pelo banco, claro, de que outro jeito poderíamos adquirir dólares? Minha mãe foi se informar e voltou com a péssima notícia:

-"Devido à atual crise financeira do Brasil, o banco não estava autorizando o envio de dólares para o exterior, a menos que houvesse parentes estudando por lá."

O êxtase num dia. A mais profunda depressão no dia seguinte! Arrasada, escrevi uma carta explicando tudo às representantes do William Shatner Fellowship, agradecendo a gentileza e o convite e perguntando se poderíamos escrever de vez em quando pra termos notícias do Bill. Na realidade, nem esperava resposta, era só uma formalidade, pra retribuir a gentileza.

Foi quando a surpresa nos pegou tão em cheio que, eu juro, fiquei pulando durante uns três dias sem acreditar. Recebemos outra carta do Fellowship, com novas fotos, uma carterinha de sócio em meu nome e uma newsletter. Havia também algumas cartas com envelope brasileiro que caíram no chão quando abrimos o pacote. E uma carta explicando tudo. Resumidamente, a proposta foi a seguinte:

- "Recebemos muitas cartas de fãs brasileiros escritas em português. Muitos fãs de L. A. estão dispostos a enviar cópias da newsletter para os fãs brasileiros que quiserem receber. Assim, enquanto as finanças do Brasil continuarem como estão, eles poderão se associar sem mandar dinheiro. Enviaremos uma carta a eles com a proposta. Se concordarem, seguiremos com o plano. Bill concorda (Bill CONCORDA!!!!). Estamos anexando duas cartas pra você traduzir."





Então, basicamente, tornei-me a TRADUTORA E REPRESENTANTE OFICIAL DO WILLIAM SHATNER NO BRASIL !!!!! Ao menos, durante aquela década... Foi muito mais incrível do que eu poderia sonhar!




Lá se vão 20 e tantos anos, muita coisa mudou no país e na minha vida. São lembranças de um tempo que eu (lá vem o clichê...) não sabia que era bom. Por que pensei nisto hoje? Porque hoje meu primeiro patrão e grande paixão de adolescência completou 80 anos!

Feliz aniversário, Bill!!


(vídeo postado no blog Nova Temporada/http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/)

sábado, 5 de março de 2011

Arte em areia



No Youtube está com data de 2009, mas foi hoje que meu tio Raul mandou o link pro meu pai, que me mostrou dizendo ser "impressionante". Tive que concordar!

Kseniya Simonova participou do concurso "Ukraine's Got Talent", contando, através de desenhos em areia, a história da invasão nazista em seu país e a separação de sua família. A beleza das imagens, e também sua performance, são muito envolventes. Vale a pena conferir!



(fonte da imagem: www.transitoriamente.wordpress.com)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Palavra de Scliar


O blog Todoprosa indicou o link para a L&PM Web TV, contendo uma entrevista em vídeo com o escritor Moacyr Scliar, que faleceu neste último dia 27, em Porto Alegre. Há uma versão compactada de 5 minutos e uma outra, completa, com 42 minutos. Filmada há um ano atrás, Scliar conta um pouco de sua vida e sua carreira, de maneira simpática e descontraída. Fica aqui como homenagem a uma personalidade que deixará saudades.



(fonte imagem: Google Images)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

maggie and milly and molly and may



maggie and milly and molly and may
went down to the beach to (play one day)

and maggie discovered a shell that sang
so sweetly she couldn't remember her troubles, and

milly befriended a stranded star
whose rays five languid fingers were;

and molly was chased by a horrible thing
which raced sideways while blowing bubbles: and

may came home with a smooth round stone
as small as a world and as large as alone.

For whatever we lose (like a you or a me)
it's always ourselves we find in the sea

e. e. cummings


Li pela primeira vez esse poema numa aula de TTT (Teoria e Técnica da Tradução) na PUC, há uns 20 e tantos anos. Entre os vários poemas usados para exemplificar diferenças entre traduções técnicas e literárias, este foi o único que não esqueci. Na verdade, lembrei-me dele em diversas ocasiões, sempre por motivos diferentes. Não traduzimos em aula. Não sou poeta, nem tenho o hábito de ler poesia mas, desta vez, senti vontade de experimentar fazer minha própria versão:

maggie e milly e molly e may
foram à praia um dia (para brincar)

e maggie achou uma concha cantando
tão docemente que esqueceu seus problemas, e

milly ajudou uma estrela encalhada
cujos raios eram cinco lânguidos dedos;

e molly fugiu de uma coisa horrível
que corria de lado bafejando bolhas: e

may carregou uma pedra lisa e redonda
tão pequena quanto o mundo, tão grande quanto só.

O que quer que percamos (como um eu ou você)
é sempre nós mesmos que encontramos no mar.

É um belo poema! Pude verificar que é também bastante conhecido e toca as pessoas de muitas maneiras. Para alguns, ele fala do mundo infantil; para outros, o tema seria o universo feminino. Mas, por causa de seu último verso, a interpretação mais comum é psicológica: cada pessoa encontra no mundo aquilo que tem dentro de si mesmo. Ou, cada pessoa escolhe prestar atenção àquilo que mais reflete seus próprios pensamentos. Isto está em harmonia tanto com a psicologia, que diz que projetamos no mundo a nossa personalidade, quanto com o budismo, que diz que criamos o mundo através dos nossos pensamentos.

Mas há também quem diga que o poema fala de diferentes momentos de uma mesma pessoa. E por que não? Não há limite para o número de leituras que podemos fazer dele. Poderia ser lido como as etapas de um processo de individuação:

"A arte nos enleva e nos faz esquecer os problemas. Fortalecidos e sensibilizados, enxergamos o sofrimento alheio e queremos ajudar. O contato com a dor nos deixa mais vulneráveis aos nossos temores e fugimos. Mas é somente após conhecermos a nossa sombra que podemos finalmente ser inteiros."

Muitas pessoas associaram a pedra de May com um símbolo zen (ou do Self). No início somos a concha, com sua superfície irregular e relativa fragilidade; ela se fragiliza totalmente na fase da estrela-do-mar que está encalhada. O caranguejo já desenvolveu uma couraça (mas é como a couraça da maioria de nós, dura somente por fora). A pedra, redonda e lisa é nosso ser já lapidado, fortalecido, inquebrantável.

Bom, é claro que na tradução ficaram de fora todas as maravilhosas rimas internas e aliterações, que não ousei tentar reproduzir. Muitas eu nem havia percebido antes, como troubles/bubbles, chased/sideways e a aproximação fonética de star/were. E notei que o verso da May traz consigo a sílaba OM (home/stone/alone), mais uma sugestão do zen!

O verso "as small as a world and as large as alone" é, de longe, o mais difícil de traduzir e o mais belo! Fiquei tentada a escrever "tão pequeno quanto um mundo, grande e só como uma onda", para não perder o OM, mas não me senti segura para acrescentar uma palavra inexistente no original. Também remete ao zen. "O mundo é pequeno porque cabe dentro de nós (ou porque não é mais importante que nosso auto-conhecimento); o indivíduo está só porque não precisa de outro que o complete, já se completou, e é grande porque, completo, contém um mundo."


Naturalmente, esta é minha leitura hoje. Voltarei daqui alguns anos.


***


Eis no youtube algumas obras inspiradas no poema:

Um vídeo de animação:


Uma obra para coro:


Uma canção para soprano e piano:



Um trio de música folk:



(fonte texto: E. E. Cummings Selected Poems; with introduction and commentary by Richard S. Kennedy. Liveright, New York. 1994. p. 6)
(fonte imagem:"harbor at pornic", by e.e. cummings/www.eecummingsart.com)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mulher-Maravilha

A notícia mais divertida das últimas semanas!!



Me lembrou estas outras velhinhas aqui:




Só que agora, do lado da lei...


(fonte imagem: www.toy-a-day.blogspot.com)